menina que conheci


Ela é forte, sua graça é divina. cabelos longos e ruivos, olhos claros, de baixa estatura. É tudo que sei sobre ela. Sua estatura é baixa, mas seus sonhos não, chegam a tocar o céu. Ela viveu sua vida toda superprotegida por seus pais, que a cercaram de amor e proteção. Viveu olhando para o céu, admirando sua imensidade e a liberdade dos pássaros que por ele voavam. Aprendeu desde pequena que perdoar alivia qualquer carga, acreditou em príncipe encantado, viveu uma história de amor digna das telas de cinema. Hoje sua vida é tranquila, melhor impossível, tem uma família linda que é seu maior tesouro. Mas ela ainda não parou de sonhar, não parou de almejar seus sonhos, os desejos mais íntimos do seu coração.


Seu sonho? É simples: Um papel, uma caneta, uma câmera fotográfica, sua família, sua imaginação e o mundo. Há quem diga que isso é loucura, que palavras não podem ser seu ganha-pão. Só que é isso que a move, que a faz estar nesse mundo. Pois ela não vê sentido nesse mundo exterior, no mundo cruel.  Ela acredita em algo maior, um propósito para o qual veio até aqui. Por isso ela é diferente; ela é diferente porque um dia se encontrou.


Um dia, conseguiu penetrar na sua alma e resolveu viver o espetáculo da vida no papel principal. Não quis mais ser espectadora da própria vida. Assumiu seus erros, seus medos, suas fraquezas. Decidiu parar de odiar a si mesma, decidiu amar sua vida, amar o espetáculo que o Criador deu a ela para contracenar.


Tem momentos em que penso se ela não é surreal. A imagem dela que me vem a mente é uma menina, que nunca conheceu o mal do mundo, que traz no seu coração um brilho, um brilho de esperança, brilho esse que a humanidade necessita. Vejo ela sorrindo, com um vestido colorido e em um dia ensolarado. Ela é livre, ás vezes não sabe, mas se libertou de sua maior prisão: ela mesma. Se hoje ela é assim, o tempo a lapidou, fez feridas e as sarou, trouxe decepções que rasgaram seu coração e a ensinou a perdoar de todo o coração. E a fez perceber que a vida é um presente, é como se toda manhã você recebesse uma folha em branco para escrever mais uma página da sua história, e vivê-la no teatro da existência. Apesar de tudo que ela passou, ela viu que tinha que escolher qual lado ficar: se lamentar por cada momento ruim e reviver toda a dor que passou, ou levantar a cabeça e não deixar as coisas ruins comandarem sua vida. E, escolhendo a segunda opção, ela aprendeu muito, chorou muito e cresceu muito. Mas cada lágrima se tornou em fragmentos de sua personalidade, como um diamante lapidado. Ela foi lapidada, passou pelo fogo e venceu. E isso a torna ainda mais especial.

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